Pode uma história de superação impactar e inspirar outras vidas feridas pelo destino? Após quatro Fertilizações in Vitro (FIV) malsucedidas, encarar a morte dos avós, do irmão e do pai, ser diagnosticada com endometriose e ver o casamento quase afundar, a escritora pernambucana Tchela descobriu que era possível renascer depois de tanta dor e perdas.

Foi esta longa batalha, de quedas e recomeços, que incentivou a autora a compartilhar as próprias vivências com o luto, a infertilidade e relações familiares no lançamento Eu natureza: um olhar para dentro.

A autobiografia faz não somente um convite ao íntimo de cada um: é um retrato honesto sobre experiências que a vida pode ocasionar. Com foco no autoconhecimento, o enredo faz a conexão dos sentimentos com elementos da natureza, para mostrar o que parece óbvio, mas difícil de compreender: é impossível ter controle sobre acontecimentos ou pessoas.

É também por meio do autoconhecimento que nos tornamos capazes de enxergar o outro com um olhar mais empático e menos julgador. Ele abre portas, retira-nos do lugar de passividade e faz com que sejamos protagonistas da nossa história. (Eu natureza, pág. 89)

Dividida em sete capítulos, a obra também conta com boas doses de esperança, e garante que, apesar de todas as dificuldades, ainda é melhor buscar enxergar as belezas da vida. O livro não dá respostas; provoca reflexões para que cada leitor se veja imerso e se identifique em meio aos questionamentos.

Analista judiciária, com olhar delicado de uma consteladora familiar, Tchela deixa ao fim da obra alguns versos e reflexões, de autoria própria, sobre resiliência, medo, sonhos, controle, empatia. Além disso, direciona palavras de conforto aos casais que, passam por dificuldade para engravidar.

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