A leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas e a medula óssea, é uma doença silenciosa que muitas vezes se manifesta por sinais inespecíficos, como cansaço excessivo, infecções frequentes ou sangramentos incomuns. Uma das perguntas mais comuns entre pacientes e familiares é: será que a leucemia pode ser detectada apenas por um exame de sangue comum?

Exame de sangue como alerta inicial

O hemograma completo, exame simples e de rotina, pode levantar suspeitas de leucemia. Alterações como aumento ou queda no número de glóbulos brancos, anemia (diminuição de glóbulos vermelhos) e plaquetopenia (queda nas plaquetas) são indícios de que algo não vai bem. Além disso, a presença de células imaturas ou anormais no sangue periférico pode chamar a atenção do médico.

No entanto, especialistas ressaltam que o hemograma não fecha diagnóstico de leucemia sozinho. Ele é considerado um ponto de partida. A confirmação exige exames mais específicos.

Passos para o diagnóstico

Quando o hemograma indica alterações suspeitas, o hematologista pode solicitar:

  • Mielograma: exame em que se coleta material da medula óssea para analisar diretamente as células sanguíneas em formação.
  • Biópsia de medula óssea: avalia a estrutura da medula, confirmando a presença e o tipo de leucemia.
  • Exames imunofenotípicos, citogenéticos e moleculares: ajudam a identificar a variedade da leucemia e a orientar o tratamento mais adequado.

A importância do diagnóstico precoce

Segundo especialistas em hematologia, a detecção precoce da leucemia aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. Por isso, exames de rotina desempenham um papel fundamental. Muitas vezes, alterações no hemograma aparecem antes mesmo de os sintomas se tornarem evidentes.

Embora o exame de sangue seja uma ferramenta importante e, muitas vezes, o primeiro alerta para a leucemia, ele não é suficiente para diagnosticar a doença sozinho. O acompanhamento médico e a realização de exames complementares são essenciais para confirmar o diagnóstico e definir o tipo de tratamento necessário.

Manter consultas regulares e realizar hemogramas periódicos pode ser decisivo para identificar alterações precocemente e garantir um tratamento mais eficaz.

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