A gestação é um período marcado por inúmeras transformações físicas e emocionais no corpo da mulher. Entre os sintomas menos comentados, mas bastante frequentes, está a incontinência urinária — perda involuntária de urina que pode ocorrer em diferentes momentos da gravidez.

Por que acontece?

Durante a gestação, o aumento do peso uterino e as alterações hormonais (especialmente a relaxina e a progesterona) tornam os músculos do assoalho pélvico mais frágeis. Isso pode reduzir a sustentação da bexiga e da uretra, facilitando escapes urinários, especialmente em situações de esforço, como tossir, espirrar, rir ou praticar atividade física.

Além disso, a pressão exercida pelo bebê em crescimento sobre a bexiga reduz sua capacidade de armazenamento, o que contribui para a vontade frequente de urinar.

Fatores de risco

Nem todas as gestantes apresentam incontinência urinária, mas alguns fatores podem aumentar a probabilidade:

  • Histórico de partos anteriores;
  • Gravidez múltipla;
  • Ganho excessivo de peso durante a gestação;
  • Sedentarismo e fraqueza muscular pélvica prévia;
  • Partos vaginais, que podem aumentar o risco de persistência do sintoma após o nascimento.

Impactos na qualidade de vida

Apesar de não ser um problema grave, a incontinência urinária pode causar desconforto, insegurança e até isolamento social, já que muitas mulheres sentem vergonha de falar sobre o assunto. O impacto emocional, portanto, é tão relevante quanto o físico.

Prevenção e tratamento

A boa notícia é que a incontinência urinária na gestação pode ser prevenida e tratada.

  • Exercícios de Kegel: fortalecem o assoalho pélvico e podem ser realizados diariamente.
  • Fisioterapia pélvica: acompanhamento especializado com técnicas que reduzem a perda urinária.
  • Controle do ganho de peso: auxilia na diminuição da pressão sobre a bexiga.
  • Higiene e cuidados diários: uso de roupas confortáveis e absorventes específicos pode reduzir o desconforto.

Na maioria dos casos, a incontinência melhora após o parto, mas algumas mulheres podem continuar apresentando o sintoma, necessitando acompanhamento médico e fisioterapêutico.

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