Uma sensação de peso ou pressão na região pélvica, que piora ao longo do dia, especialmente depois de longos períodos em pé, dificuldades para urinar, incontinência urinária ao tossir, rir ou espirrar, e até mesmo desconforto durante a relação sexual são apenas algumas das situações comuns para as mulheres com prolapso genital.

O que é o prolapso genital?

O prolapso genital, também popularmente conhecido como bexiga caída, é quando o músculo que sustenta os órgãos pélvicos enfraquece, perdendo a sua sustentação, explica a fisioterapeuta pélvica, Laura Barrios. “O músculo pélvico feminino está mais suscetível ao enfraquecimento, com isso ocorre a descida dos órgãos pélvicos podendo passar do introito vaginal”, conta.

O enfraquecimento do músculo pélvico pode acontecer por diversas causas, sendo as mais comuns: 

– Gestação e parto vaginal: durante a gravidez, o peso do bebê pressiona o assoalho pélvico, e o parto pode causar lesões nos músculos e ligamentos da região;

– Partos múltiplos ou muito longos podem aumentar esse risco.

– Menopausa e envelhecimento: a queda dos níveis de estrogênio na menopausa compromete a elasticidade e a firmeza dos tecidos de sustentação.

– Esforço excessivo e sobrepeso: levantar peso repetidamente, praticar atividades de alto impacto sem fortalecimento adequado ou carregar excesso de peso corporal aumentam a pressão sobre a região pélvica.

– Doenças crônicas: tosse crônica, prisão de ventre severa ou condições que causam aumento da pressão intra-abdominal podem contribuir para o enfraquecimento dessa musculatura.

– Predisposição genética: algumas mulheres têm tecidos naturalmente mais enfraquecidos devido a fatores genéticos, tornando-as mais propensas ao problema.

A fisioterapeuta pélvica conta que é o abaulamento vaginal é o principal sintoma que leva a mulher a buscar uma opinião médica, na maioria das vezes, de um ginecologista: “Muitas mulheres descrevem a sensação como se algo estivesse ‘descendo’ ou ‘saindo’ pela vagina e, em casos mais avançados, é possível ver ou sentir um pequeno volume na entrada vaginal, o que causa dor na relação sexual, incontinência urinária e até dificuldade na evacuação”, explica Laura.

Como prevenir e tratar

A prevenção do prolapso genital é feito com o fortalecimento do músculo pélvico com exercícios específicos: “Uma opção são os Exercícios de Kegel, que ajudam a manter os músculos do assoalho pélvico firmes, prevenindo a fraqueza na região. Além disso, evitar levantar peso de forma frequentemente e fazer o controle do peso estão entre as principais recomendações para evitar a condição”, conta Laura Barrios.

Quando o assunto é tratamento, cada caso é individualizado e vai variar de acordo com a gravidade. Tendo a indicação de fisioterapia pélvica para casos leves e moderados, e cirurgia para os mais graves.

Outra opção não cirúrgica para o caso é o uso do pessário, um dispositivo semelhante ao anel externo de um diafragma que é inserido na vagina para proporcionar suporte estrutural que apoia o útero, a bexiga e o reto. “Existem vários modelos deste dispositivo, e é um método efetivo, fácil, e de baixo custo para as pacientes que não querem ou não podem fazer o tratamento cirúrgico. A indicação e o tipo de pessário são indicados por um especialista, assim como os outros tratamentos para o prolapso genital. Portanto, ao identificar qualquer sintoma, não deixe de procurar ajuda”, finaliza.

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