A cantora Anitta avisou que vai lançar um perfume íntimo para chamar de seu a partir do mês que vem e o assunto se tornou um dos mais comentados nas redes sociais. A poderosa fez uma parceria com uma farmacêutica e as três fragrâncias da sua nova marca devem chegar às farmácias brasileiras em agosto.

A notícia atiçou a curiosidade dos fãs, que já estão querendo saber mais detalhes do lançamento. Mas, será que um perfume íntimo funciona mesmo? E quais são os cuidados e as contraindicações?

Serve tanto para homens e mulheres?

A dermatologista Mayara Nascimento explica que sim, mas alerta que o cuidado precisa ser redobrado entre as mulheres porque a região íntima é mais interna. “Homens e mulheres têm uma maior concentração de glândulas sudoríparas na região íntima, até mais do que na axila. É super normal ter transpiração e odor nessa área. A minha preocupação em relação ao produto é a questão de aceitação. Como se a gente fosse contra a um odor que é natural”, opina.

A especialista cita também o odor característico que as mulheres exalam durante a relação sexual, e o quanto isso faz parte da natureza humana. “Quando a mulher está excitada, por exemplo, ela libera uma quantidade de hormônios e solta um odor característico. Tem estudos que mostram que ele inclusive atrai o parceiro. Bloquear isso é bloquear algo natural”.

Foto: Unsplash Fotos

Cuidados e contraindicações

O ginecologista Bruno Salgado faz a mesma ressalva quanto aos odores naturais e faz uma reflexão sobre a questão. “O que realmente deve nos preocupar como ginecologistas e profissionais de saúde é o por quê as mulheres estão recorrendo a este artifício. O odor é importante e não deve ser inibido. Temos que entender que vagina tem que ter cheiro de vagina, não cheiro de perfume.”

“Os perfumes podem causar irritação na vulva, coceira e vermelhidão. Não queremos o uso deles. Não tem nenhum benefício para as mulheres. Caso tenha efeito, deve comunicar imediatamente à sua ginecologista e descontinuar o uso imediato, orienta.

Mayara também alerta para as alergias que podem se espalhar pelo corpo e recomenda sempre conversar com um médico antes de utilizar o produto ou não.

Dentre as preocupações da dermatologista, está principalmente a higienização do local. “Existem algumas doenças ou corrimentos que fazem um odor característico. De repente, a mulher usa esse produto, mascara isso e deixa de ir ao ginecologista. É fundamental manter a rotina de cuidados e usar o produto de forma ocasional, se for indicado”.

Já Bruno não concorda com o uso dos produtos. “Vender um perfume, mesmo que não cause alergia, só nos faz perguntar a nós mesmo e à nossa sociedade por que as mulheres precisam mascarar o seu próprio cheiro enquanto os homens têm liberdade para não o fazer”.

Com informações do GShow.

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