O mundo mudou dizem muitos. Mas continua sendo planeta dos homens. Quanto a isso, não há dúvidas.

Eu me pergunto então:

Para quem a vida foi mais fácil?

Ganhamos muitos direitos, mas aumentamos em deveres.

O que esperam de nós, sabemos de cor.

Se possível juventude eterna, mas maturidade suficiente para não exigir demais, e é claro, transigir sempre, afinal temos de ser compreensivas…

Querem que sejamos “Sharon Stone” na hora do amor.

Perfeitas e espertas executivas, na hora do dinheiro.

E no “lar doce lar”, tão doméstica quanto foram nossas avós, com mesa farta, geladeira cheia de gostosuras, mas, por favor, um detalhe – gostosuras “light”, afinal todos queremos conservar a linha.

Será que alguém já nos perguntou, ou já nos perguntamos a nós próprias, o que realmente queremos?

As feministas que nos desculpem. Queremos tudo à moda antiga: amor, respeito, cafuné, cumplicidade, compartilhamento.

Ser feliz em ser mulher no seu sentido mais bonito e amplo. Amplíssimo aliás!

Queremos rir às gargalhadas e chorar quando o coração pedir. Ser livre para decidir o que nos faz feliz, sem regras, sem limitações e sem imposições. Apenas ser!

Pois só sendo estaríamos alimentando e fazendo florescer a essência de mulher que em nós existe.

Somos diferentes. Não queremos ser iguais. Na diversidade está a verdadeira felicidade.

Felicidade com tranquilidade.

De que nos adianta termos todo o horizonte a nossa frente se nossos sapatos nos apertam?

Ercília Pollice
Ercília Ferraz de Arruda Pollice reside em Campinas, é formada em Letras pela USC – Bauru, bacharel em Literatura Portuguesa. Escritora, conta com 10 livros publicados, entre eles livros infantis e juvenis, além de inúmeras crônicas e poemas. Integra a Academia Campineira de Letras e Artes e Academia Bauruense de Letras. Foi indicada para o Prêmio Jabuti pela autoria do livro infanto–juvenil “Só, de vez em quando” da Editora FTD. Ercília também é artista plástica catalogada no Cat. Júlio Lousada. Aquarelista, já realizou dezenas de exposições individuais e coletivas em diversos salões e galerias, inclusive em Paris. Alegre, de bem com a vida, adora relacionar-se. Sua preferência é escrever sobre relacionamentos em todas as áreas e níveis. Também tem uma queda por comentar fatos políticos e suas implicações, sempre com bom humor e alguma ironia. Poeta, fala só do amor. Quando escreve faz pinturas de palavras, sua arma maior. Quando pinta faz poemas de cores. Tem 3 filhos, escreveu vários livros e já plantou centenas de árvores. Agora, é desfrutar os bons momentos que a vida sempre oferece àqueles que tem olhos e ouvidos para ouvir e entender estrelas.
7 comentários para “ Nós mulheres no planeta dos homens ”
  1. Parabéns Ercilia!!! Sou sua fã de carteirinha 😍 desejo que vc brilhe cada vez mais!!!
    Você é merecedora de mto sucesso, que Deus continue abençoando a sua vida, sua família,seus sonhos do ❤️Grande beijo!!!

  2. “Desfrutar os bons momentos”.
    “Entender as estrelas”.
    Acrescento: valorizar as amizades duradouras que nem o tempo e a distância separam.
    Um beijo minha amiga.

  3. Mais um de seus artigos que, ao ser lido por mulheres, elas se identificam, se iluminam, colocam um brilho no olhar e um sorriso nos lábios.
    Ser uma plena mulher é pensar e agir assim… viver a sua inteireza sem precisar, para isso, sentir “os sapatos apertando”.
    A Ercília escreve com o coração, com as cores de sua alma… por isso, ao lermos suas crônicas, temos a impressão de ouvirmos a sua voz.
    Parabéns, Ercília!

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