Sentir dores pelo corpo de forma frequente é uma queixa comum entre adultos. Muitas vezes, o incômodo é associado ao cansaço, ao estresse ou ao excesso de atividades. No entanto, quando essa dor se torna persistente e vem acompanhada de outros sintomas, ela pode ser sinal de uma condição crônica chamada fibromialgia.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores generalizadas, que afetam músculos, articulações e tendões. Diferentemente de outras doenças reumáticas, ela não provoca inflamações ou lesões visíveis em exames laboratoriais, o que torna seu diagnóstico mais desafiador. Mesmo assim, seus impactos na qualidade de vida podem ser significativos.
Principais sintomas
O sintoma mais marcante da fibromialgia é a dor difusa e contínua, que pode variar de intensidade ao longo do dia. Muitas pessoas descrevem a sensação como um peso no corpo ou uma dor que “caminha” por diferentes regiões.
Além disso, é comum que o paciente apresente:
- Cansaço excessivo, mesmo após uma noite de sono;
- Dificuldade para dormir ou sono não reparador;
- Dores de cabeça frequentes;
- Problemas de memória e concentração;
- Sensibilidade ao toque;
- Ansiedade ou sintomas depressivos.
Esses sinais costumam aparecer juntos, formando um conjunto de queixas que interferem nas atividades diárias, no trabalho e nas relações pessoais.
Quem pode desenvolver fibromialgia
A doença pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em mulheres entre 30 e 55 anos. Fatores como predisposição genética, histórico de traumas físicos ou emocionais, estresse intenso e alterações no sistema nervoso podem estar relacionados ao surgimento da síndrome.
Pesquisas indicam que, na fibromialgia, há uma alteração na forma como o cérebro processa a dor. Isso faz com que estímulos que normalmente seriam leves sejam percebidos como dolorosos.
Diagnóstico
Não existe um exame específico para detectar a fibromialgia. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sintomas e no histórico do paciente. O médico costuma investigar há quanto tempo as dores estão presentes, em quantas partes do corpo elas ocorrem e se existem outros sinais associados.
Exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para descartar outras doenças com sintomas parecidos, como artrite, hipotireoidismo ou problemas neurológicos.
Tratamento e qualidade de vida
Embora não tenha cura, a fibromialgia pode ser controlada. O tratamento é multidisciplinar e envolve diferentes abordagens, como:
- Uso de medicamentos para controle da dor e do sono;
- Prática regular de atividades físicas leves, como caminhada e alongamento;
- Fisioterapia;
- Terapia psicológica;
- Técnicas de relaxamento e manejo do estresse.
Mudanças no estilo de vida são fundamentais. Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e evitar o sedentarismo ajudam a reduzir as crises e a melhorar o bem-estar.
Quando procurar ajuda
Se a dor no corpo persiste por mais de três meses, aparece em várias regiões e vem acompanhada de fadiga e dificuldades para dormir, é importante procurar um médico. Quanto mais cedo a fibromialgia for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
A dor constante não deve ser encarada como algo normal. Ouvir o próprio corpo e buscar orientação profissional é o primeiro passo para entender o que está acontecendo e iniciar o tratamento adequado.
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