As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos, mas ainda existe um grande desconhecimento sobre suas reais causas. Segundo a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, que possui mais de 20 anos de experiência, não existe “uma” olheira e, portanto, não existe um único tratamento capaz de resolver todos os casos. A especialista explica que conhecer a origem do escurecimento ou da sombra abaixo dos olhos é fundamental para indicar o cuidado certo e alcançar resultados naturais.

“Olheiras não são todas iguais. Existem diferentes causas, como pigmentação, vascularização, profundidade e flacidez fina da pele. Cada uma responde a uma abordagem totalmente distinta. O diagnóstico preciso evita frustrações e potencializa os resultados”, afirma a dermatologista.

A olheira de pigmentação, mais amarronzada e comum em pessoas com tendência ao melasma ou histórico familiar, costuma responder bem a tecnologias que estimulam a microcirculação, estratégias anti-inflamatórias, clareadores e ajustes de rotina, como sono e hidratação adequada. Já as olheiras vasculares, que apresentam tom arroxeado decorrente de vasinhos superficiais (e não de pigmento ), requerem terapias que melhorem a circulação local, reduzam a congestão e controlem processos inflamatórios, além de mudanças comportamentais.

Em muitos pacientes, o escurecimento está mais relacionado à profundidade da região infraorbital do que à cor em si. Nesses casos, a sombra criada pela anatomia do rosto intensifica o aspecto cansado. O tratamento envolve tecnologias para estímulo de colágeno, protocolos anti-inflamatórios e organização da rotina para diminuir retenção e inchaço, contribuindo para uniformizar o relevo. Já quando a causa é a flacidez fina da pálpebra (pele soltinha, enrugada ou muito fina), a indicação inclui tecnologias de firmeza, bioestímulo de colágeno, skincare específico e procedimentos modernos como Morpheus e Liftera.

Tecnologias de ponta apoiam os tratamentos

O Liftera, aliás, é um dos avanços mais relevantes para o rejuvenescimento da área dos olhos. Trata-se de um ultrassom microfocado de alta precisão que estimula colágeno profundamente, com segurança e mínimo desconforto. “ Ele é especialmente eficaz para tratar flacidez, melhorar o aspecto da sombra e devolver sustentação à pálpebra, sem criar volume artificial. Além do mais, permite uma remodelação natural e delicada, ideal para áreas sensíveis como ao redor dos olhos”, explica a Dra. Sabrina.

Para a especialista, o mais importante é que cada paciente receba um plano individualizado, combinando tecnologias, ajustes comportamentais e skincare inteligente. “Mais do que tratar olheiras, buscamos devolver a expressão de descanso e vitalidade, sempre respeitando a identidade facial e priorizando a segurança e naturalidade”, conclui a dermatologista.

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