Quem nunca se perguntou ao ver a Rainha Elizabeth durante eventos e ações, qual o segredo para tanta longevidade? De onde vem essa vitalidade da Rainha que hoje, aos 95 anos recém completados, ainda impressiona a todos? O que será que ela faz para se manter ativa?

Se você já se perguntou, certamente não está sozinho. A curiosidade para a revelação desse segredo é tanta, que diversos autores já produziram filmes, séries e publicaram livros com essa temática. 

De acordo com o médico e também mestre em genética, Ricardo di Lazzaro Filho, a resposta pode estar na genética. O especialista afirma que a genética é um dos principais fatores para uma vida mais longa. E por mais incrível que pareça, a longevidade de cada pessoa já pode ser estimada por testes genéticos.

Ricardo afirma que fatores genéticos influenciam na longevidade, e diversos genes já foram associados à extensão da expectativa de vida humana. Esses incluem desde genes relacionados ao processamento de gordura no organismo (metabolismo de lipídeos) até genes envolvidos em processos inflamatórios. 

O mestre em genética cita ainda outros fatores externos que podem contribuir para este resultado. “A genética é responsável por cerca de 25% da expectativa de vida de uma pessoa, enquanto o ambiente, que inclui os hábitos, corresponde aos outros 75%. Assim, ter hábitos saudáveis, como pode aumentar a longevidade de qualquer pessoa, enquanto hábitos não saudáveis podem diminuir o tempo de vida”, explica. 

O especialista complementa: “Esses hábitos condizem com a forma que nos alimentamos. Não comer em excesso e ter uma dieta equilibrada, sem alimentos processados, por exemplo, alteram a expressão dos genes e levam a uma vida mais longa, além disso se praticamos atividades físicas regularmente, se fumamos ou ingerimos bebidas alcoólicas, se mantemos uma rotina estressante, entre outros”.

Ricardo afirma ainda que é possível ter conhecimento da qualidade dos genes através da   análise de diversos genes já associados à extensão da expectativa de vida humana, os quais podem ser relacionados ao processamento de gordura no organismo (metabolismo de lipídeos) até os genes envolvidos em processos inflamatórios.

“Os testes trazem informações sobre como ter hábitos de vida mais saudáveis de maneira personalizada. Sempre deixamos claro que a genética não é um fator único e isolado para o desenvolvimento de qualquer doença”, afirma. 

O médico informa também que o procedimento pode ser feito por qualquer pessoa e é importante para manutenção da nossa saúde. 

“Não há restrições de idade para se fazer um teste como esse, qualquer pessoa, de qualquer idade pode fazer. A indicação é que quanto antes for feito, mais chances de cuidar da saúde de maneira correta”, finaliza.

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